← Voltar pro site Notícia · Santa Catarina · Médio e alto padrão · Setembro 2026

Não é o litoral que mais valoriza em SC agora

Blumenau, a "Capital Nacional da Cerveja", virou destaque por um motivo bem diferente: segundo o Índice FipeZAP, a cidade acumulou alta de 9,60% no preço do m² residencial nos 12 meses encerrados em agosto — na frente de Florianópolis (8,20%) e Joinville (6,79%), e disparada na frente de Balneário Camboriú, que avançou apenas 0,31% no mês. O m² médio na cidade já está em R$ 8.177.

O movimento não é recente: no primeiro semestre de 2026, Blumenau já vinha na ponta da valorização catarinense, com alta de 5,46% — mais que o dobro da média nacional no período, de 2,42%. Uma passagem e tanto pra uma cidade do Vale do Itajaí, fora do eixo litorâneo que historicamente concentra as maiores valorizações do estado.

Segundo o analista Bruno Cassola, o fenômeno tem explicação: praças litorâneas como Balneário Camboriú e Itapema já operam nos maiores patamares de preço do país e mostram sinais de maturidade de mercado — liquidez e consolidação estabelecidas, mais do que crescimento explosivo. Cidades do interior com economia diversificada e forte, como Blumenau, ainda têm margem de valorização — e estão aproveitando.

Pra quem pensa em médio e alto padrão, o recado é direto: produto bem localizado, com diferencial construtivo, numa cidade de economia sólida, sustenta valorização consistente mesmo longe da praia — com um preço de entrada bem mais competitivo que os R$ 15 mil/m² do litoral norte. É a mesma lógica que já vem se confirmando em polos do interior catarinense com força econômica própria, caso de Chapecó no Oeste: diversificação geográfica dentro do próprio estado, sem abrir mão de valorização real.

Fontes: NSC Total (09/09/2026) · NegóciosSC (13/07/2026) · Índice FipeZAP

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