← Voltar pro site Notícia · Santa Catarina · Médio e alto padrão · Setembro 2026

O m² mais caro do Brasil segue sendo catarinense

Itapema segue ampliando a vantagem sobre Balneário Camboriú na disputa pelo metro quadrado residencial mais caro do país. Segundo o Índice FipeZAP, Itapema já vinha na frente com R$ 15.226/m² contra R$ 15.215/m² de Balneário Camboriú — uma diferença que só cresceu ao longo do ano. As duas cidades seguem trocando a liderança mês a mês, mas o que chama atenção é o padrão: quatro das cinco cidades com o metro quadrado mais caro do Brasil ficam em Santa Catarina. Segundo especialistas, a valorização de Itapema vem de novos lançamentos, plano diretor mais permissivo e investimentos em infraestrutura — marina no Canto da Praia, ampliação da orla da Meia Praia e atrações como o Píer Oporto e a roda-gigante It!Wheel.

Esse fenômeno não é exclusividade do litoral: o padrão de valorização acelerada em cidades bem localizadas, com produto diferenciado, se repete em polos como Chapecó — onde o médio e o alto padrão vêm ganhando espaço nos lançamentos mais recentes, puxados por bairros como o Jardim Itália.

E o crédito pra esse segmento também ficou mais acessível: o Conselho Monetário Nacional elevou o teto do SFH (Sistema Financeiro da Habitação) de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões — congelado desde 2018 — e a Caixa Econômica Federal voltou a financiar até 80% do valor do imóvel (ante os 70% praticados desde novembro de 2024). Na prática, quem compra um imóvel de padrão mais alto — que antes dependia quase só de recursos próprios ou de linhas mais caras — agora consegue entrar com 20% de entrada em vez de 30% a 50%, usando condições de financiamento regulado.

E tem mais uma peça se encaixando nessa semana: o Copom se reúne nos dias 15 e 16 de setembro, e o mercado projeta um novo corte de 0,25 ponto percentual na Selic, de 14% para 13,75% ao ano — segundo o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central. Se confirmado, seria o quinto corte consecutivo, com projeção de a taxa fechar 2026 nesse mesmo patamar. Juro básico mais baixo tende a puxar pra baixo, com o tempo, o custo do financiamento imobiliário como um todo — inclusive nas faixas de maior valor.

A combinação de valorização consistente no topo do mercado com crédito mais acessível pra faixas de maior valor é rara: normalmente um dos dois lados trava o outro. Em Santa Catarina, no momento, os dois estão puxando na mesma direção — e a expectativa de queda da Selic essa semana só reforça esse cenário. Bom sinal pra quem pensa em comprar, vender ou investir em médio e alto padrão.

Fontes: Agita Brasil · Índice FipeZAP · InfoMoney · Caixa Econômica Federal · Conselho Monetário Nacional · Agência Brasil (14/09/2026) · Boletim Focus / Banco Central

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