← Voltar pro site Notícia · Brasil · Médio e alto padrão · Setembro 2026

Financiar até R$ 2,25 milhões agora sai bem mais barato

Passou quase despercebido, mas mudou o jogo pra quem financia médio e alto padrão: o teto de enquadramento no SFH (Sistema Financeiro da Habitação) subiu de R$ 1,5 milhão pra R$ 2,25 milhões. Na prática, uma faixa inteira de imóveis que antes só tinha acesso às taxas livres — e mais altas — do SFI passou a competir por juro protegido, com FGTS liberado pra entrada, amortização e até parcela em caso de aperto financeiro.

As taxas dentro do SFH ficam entre 11,19% e 12% ao ano + TR (o teto legal é 12%), contra taxas de mercado livre que costumam vir sensivelmente mais altas fora dessa faixa protegida. O financiamento pode chegar a até 80% do valor do imóvel — ou seja, quem compra um apartamento ou uma casa de até R$ 2,25 milhões, hoje, tem uma condição de crédito que simplesmente não existia há poucos meses.

E o cenário mais amplo reforça o momento: mesmo com a Selic ainda em 13,75% ao ano, o crédito imobiliário brasileiro caminha pra um recorde histórico em 2026, com a Abecip projetando algo perto de R$ 411 bilhões emprestados no ano. O motor por trás disso não é bem a poupança — que segue tendo saques líquidos mês após mês —, e sim o FGTS, crescendo 38% como fonte de funding, hoje a principal engrenagem sustentando o crédito habitacional no país.

Pra quem pensa em financiar um imóvel de médio ou alto padrão, a combinação é rara: teto mais alto no SFH abrindo a porta do juro protegido, e um mercado de crédito que segue expandindo mesmo em ano de juros elevados. Vale simular agora — condições assim nem sempre se mantêm por muito tempo.

Fontes: Larya (25/09/2026) · Portas (atualizado 10/09/2026) · Abecip

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